A era da Estupidez

O caminho para não temer a “cultura do medo”. O mais rico sempre vai querer envergonhar o pobre trabalhador por um falso conceito, já que conceito mesmo não existe. Começo dessa vez com “Ciclos”, de Fernando Pessoa, que diz:

“Enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender-se. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é”.

Tudo que temos e o que somos são frutos da nossas próprias escolhas. A maioria de nós assim decidiu. Estaríamos nós entorpecidos pelo caos e bombardeio de propagandas e falsas promessas e medos e traumas? Não ignoremos nossa História, o Brasil é um país que historicamente, mesmo em regime fechado, sempre sofreu influências externas.

Cobrar que o Estado invista em Saúde e em Educação não basta, é como uma criança diz ao pai: papai quero aquilo! Mas ela não sabe o valor daquilo, pois não entende a relação do trabalho com o homem e como esse homem constrói o seu valor com os objetos e coisas do mundo. Muitos de nós sabemos o que é preço, porém muitos de nós perdemos nossos valores. Um objeto pode ser barato, mas em seu conceito pode te sido fruto de uma escravidão infantil. Lembram dessa frase: “você é o que você come.”

Há trabalho para produzir coisas descartáveis e outros que visam a reutilização e a durabilidade de objetos mais éticos e sustentáveis, quais são no fundo suas escolhas? Os filhos do meu Brasil tem que começar a compreender como a máquina funciona. Como o sistema se articula, como a propaganda e o marketing usam de estratégias para nos ludibriar, nos iludir usando sempre o medo, o terror, a submissão, a competição, a cegueira e o apelo tudo para e pelo consumo. Tudo resulta em desamor…

Quebrar tudo realmente traz um sentido em evidência: o seu voto. Haja vista vinhetinhas partidárias que já estão sendo veiculadas em nossa Rede Nacional de Televisão. O momento certo para te influenciar, gera-se um caos… ” Uma cara bonita de santa diz: Oi estou aqui para dizer a você que o governo deu errado e vote em mim, sou o amor da sua vida. Prometo mundos e fundos. Tudo vai mudar. Chega dessa era de bravatas de afortunados com discurso bonito, senta na mesa e articula ideias e conceitos que realmente tragam de volta a sustentabilidade para vida de todos. Temos riqueza para isso, porque cultuar a miséria com a ostentação e o lucro do capital?

Desejo mesmo é aprender e que todos aprendam comigo em um curso livre e gratuito como é realizada a administração da arrecadação pública. Se todo mundo começar pensar e papear no boteco, no churrasco e nos transportes sobre o quanto se gasta e como se gasta. Quanto foi o investimento esse mês em Saúde e em Educação? Ih, houve um corte na folha dos professores de 40% esse ano, viu fulano! Poxa em compensação, viu quanto foi gasto nessa obra, porque hein? Isso não ouço ninguém falar. Ouço só reclamação sem solução e muito menos comprometimento.

A mudança é crônica e muito mais comportamental, é evoluir o conceito de sociedade. Valorizar a nossa mão de obra, investir nas prioridades da nação, ouvir o coletivo. Não é um problema dos governantes e sim de uma mudança de comportamento. Enquanto nós não atentarmos quais empresas estão financiando as campanhas partidárias. Você já parou para pensar que o Sistema é composto por uma hierarquia de grandes empresas que estão unicamente interessadas no lucro a curto e longo prazo.

Quem está bloqueando as pesquisas nacionais de energia renovável? E os Veículos Verdes cadê? A sustentabilidade não visa o lucro e sim a utilização dos recursos com mais responsabilidade e consciência. E ser sustentável meu caro amigo, está diretamente relacionado com a ação do indivíduo, que acaba influenciando o coletivo, que por sua vez influenciam as políticas adotadas por ele. Não pense que trabalhar em uma empresa antiéticas, que compram seu talento para você fazer ela lucrar. Seria mesmo tudo por amor ao dinheiro sem ética e essa decisão não é nossa, é sua. É de cada um, que no fundo opta por isso ou por aquilo. E que mais adiante veremos que não só influencia as políticas vigentes, mas gerações e gerações futuras. Eu proponho incentivar a produção orgânica a preços popular, onde a prioridade é para a agricultura familiar e abastecimento interno e a exportação dos produtos cultivados com agrotóxicos. Dá o veneno de volta. Bom lembrar dos processos de colonização.

Aqui agora é decidir que bicho é você? Do bem ou do mal?

Ah sim… Esse texto ilustra um documentário indispensável para se começar uma discussão sensata sobre que rumos tomar nos dias de hoje, sustentabilidade é ou não um tema a ser aprofundado?

A Era Da Estupidez,
Era Da Estupidez, A: Enquanto governos discutem as mudanças climáticas, o desperdício de recursos continua e a maioria da população mundial vive na pobreza. Caminhamos rumo à nossa destruição ou ainda há esperança para a raça humana? (Sinopse do GNT – Que também vai reprisar hoje às 0h00).

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